domingo, 6 de outubro de 2013

chuviscos.

chove, vê?
chove.
chove lá fora
chove aqui dentro
chove o choro que chora em mim.
me afogo no rio que curva as curvas do meu corpo
chove líquido
chove movimento
chove.

vê.
entre as bifurcações da vida, escolhemos o oposto dos nossos. o gotejar das chuvas que passaram por nossas vidas pingam no ritmo dos corações quase-pulsantes. um pingo ali, uma gota aqui, um jorro de face aqui. em algum momento do soluçar o coração pulsa, como que se lembrasse que para chorar precisa pulsar.

quanto mais chove
mais jorra

quanto mais jorra
mais chora

chove,
vê?

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